12 de abril de 2024
Coin.

Economia brasileira deve crescer 2,1% em 2023, diz FMI 

Fundo internacional indica quais desafios governo deve enfrentar para cumprir propostas

Relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê crescimento de 2,1% da economia brasileira neste ano. O documento ainda prevê que para 2024 a expansão deve ser de 1,2%, e destaca a “ambiciosa agenda de crescimento inclusivo e sustentável” proposta pelo atual governo do País.

O relatório, denominado 2023 Article IV Consultation, ainda presume que o crescimento no Brasil, um dos países membros do fundo, ao longo dos anos seguintes seja em torno de 2% ao ano. Todos os 190 países-membros devem submeter-se regularmente a essa avaliação, segundo o Artigo IV do acordo constitutivo do FMI, que divulgou o relatório na última segunda-feira (31).

“Após uma rápida recuperação da pandemia, a atividade econômica está convergindo para níveis potenciais. A inflação nominal diminuiu rapidamente em relação ao pico do ano passado, mas o núcleo da inflação permanece elevado e as expectativas de inflação estão acima da meta. Para atender às preocupações com o custo de vida, o novo governo expandiu o envelope orçamentário de 2023, identificando medidas para recuperar as receitas fiscais. As autoridades também estão embarcando em uma agenda ambiciosa para conduzir uma economia sustentável, inclusiva e verde”, diz trecho de texto no portal do FMI.

De acordo com o Ministério da Fazenda, as estimativas do Fundo são consideradas conservadoras pelo governo brasileiro e estão abaixo da mediana das projeções de mercado. O FMI nota ainda que a inflação permanece em forte trajetória de queda, embora o núcleo e as expectativas mostrem maior resistência.

O Brasil precisará enfrentar desafios econômicos de curto e longo prazos para cumprir a agenda proposta pelo governo, ressalta o FMI. “Entre os desafios mencionados pelo FMI estão crescimento potencial relativamente baixo, inflação, endividamento das famílias e falta de espaço fiscal para gastos prioritários, incluindo investimentos públicos, além de riscos associados a mudanças climáticas”, informa o ministério.

Também são mencionados de forma positiva pelo FMI a reforma tributária, o novo arcabouço fiscal, o fortalecimento de mecanismos de resolução de disputas tributárias e o programa Desenrola do governo federal.

PREVISÃO BRASILEIRA

Para efeito de comparação, nesta segunda-feira (31), a estimativa do mercado financeiro para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador considerado a inflação oficial brasileira, caiu novamente, desta vez de 4,9% para 4,84% neste ano. A previsão da semana anterior havia apresentado recuo de 4,95% para 4,9%. A previsão consta no Boletim Focus, levantamento semanal do BC (Banco Central) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano ficou em 2,24%, mesma do boletim da última semana. Já quando o assunto é o PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas produzidas no País, a expectativa é de crescimento de 1,3%. Para 2025, o mercado financeiro estima expansão de 1,9%, e, para 2026, de 1,97%.

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