13 de abril de 2024
Graph or chart showing upward trending growth in the economy or a specific industry

Aumenta estimativa de crescimento do PIB

SPE, vinculada a0 Ministério da Fazenda, revê previsão, que salta de 1,9% para 2,5% para 2023

No mesmo dia em que o Monitor do PIB, pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas), apontou queda da economia brasileira em maio na comparação com abril, de 3% no período, na última quarta-feira (19), o Ministério da Fazenda, por meio da SPE (Secretaria de Política Econômica), elevou a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas produzidas no País, de 1,9% para 2,5% neste ano.

De acordo com a pasta da Fazenda, a revisão para mais no crescimento teve como motivos o aumento de 1,9% nos primeiros três meses do ano a expectativa de recuo da taxa de juros, a Selic, no segundo semestre por causa da desaceleração da inflação. A projeção de crescimento foi mantida em 2,3% para o ano que vem.

Todos os setores apresentaram melhora nas estimativas de crescimento. No segmento do agronegócio, a estimativa saltou de 11% para 13,2%. Para o ramo da indústria, a projeção pulou de 0,5% para 0,8%. Já o setor de serviços teve aumento de 1,3% para 1,7% na estimativa.

INFLAÇÃO

A pasta da Fazenda também divulgou a projeção para a inflação. A estimativa de inflação pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado para observar tendências de inflação, despencou de 5,58% para 4,85%. A projeção está acima da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) e definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em 3,25%, com tolerância de um ponto percentual para mais, chegando ao limite de 4,75%, ou para menos, descendo no máximo a 1,75%. A estimativa para 2024 caiu, de 3,6% para 3,3%.

A revisão para menos da expectativa de inflação foi motivada, segundo a SPE, pela forte desaceleração do IPCA em abril e maio. O reajuste autorizado para os planos de saúde menor que o projetado, a diminuição dos preços da gasolina, do diesel e do gás de botijão nas refinarias, e também as revisões nas tarifas de energia elétrica residencial e de ônibus urbano também colaboraram para o recuo na estimativa, e acordo com a Secretaria de Política Econômica.

Ainda conforme a secretaria, a estimativa menor para 2024 reflete o recuo do dólar inferior a  R$ 5, a diminuição do preço dos bens primários que têm cotação na moeda norte-americana, as chamadas “commodities”, além dos menores reajustes previstos para preços monitorados. A revisão para 2024 ocorreu, acrescenta a secretaria, tanto devido à desinflação esperada para 2023 como por causa das condições projetadas para a demanda externa.

Indicador usado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, o INPC (índice Nacional de Preços ao Consumidor) deverá chegar ao fim do ano variando 4,48%, de acordo com estimativa da SPE, ante 5,34% previstos no último boletim, de maio. A projeção para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), que abarca o ramo atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, caiu, passando de inflação de 2,06% para 2,21% de deflação.

Ainda conforme a SPE, a desaceleração para 2024 deve ocorrer por causa da diminuição da demanda exterior, que deve fazer com que o Brasil exporte menos, e pelo menor crescimento estimado para o ramo da agropecuária, que deverá se acomodar após crescer mais de 10% neste ano.

A recuperação da demanda doméstica também deve ajudar a impedir desaceleração maior em 2024. O consumo deverá ser impulsionado pela queda na taxa de juros, a Selic, e pela adoção de medidas de estímulo, como o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), além de políticas sociais.

“O consumo e o investimento devem ganhar novo impulso com a redução dos juros e da inadimplência e com o novo PAC, focado na transformação energética. A redução da desigualdade, resultante de políticas de valorização do salário mínimo e igualdade salarial entre mulheres e homens, do novo Bolsa Família e do programa Minha Casa, Minha Vida também devem ajudar a elevar a absorção doméstica, garantindo crescimento sustentável e inclusivo”, encerra a secretaria.

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